terça-feira, 29 de setembro de 2015

Viagem ao Nordeste - de João Pessoa a Maceió de carro! Primeiro, nossas dicas sobre a pacata, doce e querida Paraíba: suas praias, sua história, sua gente!


Aqui começa a nova aventura da família!


16 dias no nordeste do Brasil:
partindo de Brasília para João Pessoa (avião),
retornaremos para casa via Maceió (avião).

Veja também esta postagem incrível do Eixo Alternativo sobre João Pessoa!




Entre as 2 cidades (e nelas), passearemos bastante, claro, e
não perderemos o maravilhoso visual.
A rota foi planejada para curtição de carro entre 3 estados brasileiros.

Escolhendo cada hospedagem e verificando custo /benefício em tudo,
serão muitas e muitas praias maravilhosas - de João Pessoa para Recife/Olinda,
seguindo depois para Porto de Galinhas, Praia de Carneiros, Maragogi e São Miguel,
terminando em Maceió (e de lá, claro, Praia do Gunga e do Francês, etc.).


Postaremos, ao longo dos próximos 10 dias, algumas maravilhas para vocês,
entre diversões e dicas de receitas nossas
que tenham a ver com essa proposta de lazer na praia.

Claro que não conseguirei postar tudo isso de forma imediata, concomitante à viagem, pois a prioridade é aproveitar cada instante e registrar tudo com a família. Mas faço questão de registrar aqui tudo que conseguir, como uma forma de compartilhar com vocês a minha felicidade e, na medida do possível, repassar resumidamente o que merece ser visitado (ou não). Como há uma disputada aqui pelos 2 notebooks que trouxemos, chegando a minha vez, sempre postarei! 

Amanhã partiremos de Recife para Porto de Galinhas. Pretendo lá postar sobre Recife e assim por diante. O que não der tempo...postarei de Brasília mesmo. O que importa é registrar esses momentos de diversão e passar as dicas e fotos a vocês! Perdoem-me se demorar um tempinho entre as postagens, mas é difícil mesmo resistir a esse paraíso todo...afinal, estamos aqui para não resistir.


VEJAM COMO A VIDA É BELA!!!



ÓBVIO QUE VAMOS COMEÇAR PELAS PRAIAS!
Alguns destaques: belas praias do LITORAL SUL

Praia Bela – fica em torno de 45 km da capital, dizem – sentido Recife, pela PB 008. Mescla a embocadura do rio Mucatu com o movimento das marés e suas barracas de praia na água que contrastam com a areia fina e o azul do céu. Muuuuuuito lindo para fotos. Lá somos muito bem recebidos desde o estacionamento. O rapaz nos leva até a barraca escolhida e nos atende com muita presteza. Atravessamos o rio com água na metade da perna (perna mesmo; não é da coxa). Preferimos ficar entre rio e mar. Como a maré estava alta nesse dia, ficamos mais perto do rio mesmo e haja foto! O preço de lá é bem melhor que o de Coqueirinho. Para comparar, nela o coco custa 3 reais e, em Coqueinho, 5 reais, quase o dobro. Além disso, para segurança da área preservada de Coqueirinho, os rapazes que cuidam da área acabam quase que te empurrando (pela segurança, acho) o kit barraca. O mesmo é de graça em Praia Bela. Mas Coqueirinho tem encantamento e vale ir lá, com certeza também. Comemos caranguejo a 3 reais cada (tamanho médio) com água de coco. Havia barracas, mas não almoçamos por lá, já que ainda íamos a outras praias.





 

 

 

 

 


Tambaba – tem uma pequena área liberada a todos, com painel (casal em nudismo) para você pôr a cabeça e tirar a foto e é muito linda, mas, para passar a partir de certa demarcação, só tirando a roupa mesmo. Nessa área, homem só entra, se acompanhado de mulher. Dizem que é mais linda ainda essa parte, mas não fui lá. A última vez que viemos para JP foi há 5 anos e parece que o tempo não passou. Lá outros turistas nos falaram para comermos na Arca do Bilu, mas partimos para outra praia após as fotos.

 

 

 


Coqueirinho – o paraíso também é aqui. Mudou bastante em relação aos 5 anos atrás em que estivemos nessa praia. Desta vez, como fomos em 2 dias alternados por lá, pegamos marés alta e baixa. Ambas possuem características diferentes de aproveitamento do banho de mar. Embora, somente ouvindo falar de “maré alta”, a gente pense logo que é ruim, lá não, por ter corais separando uma parte da praia, forma-se um piscinão muito gostoso e sem violência, mas com ondas leves e sem mar revolto. Na maré baixa, o que era piscinão some, mas o mar ainda fica muito gostoso para banho e parte é protegida pelos recifes que nos fazem querer passar o resto do dia ali, como se o tempo parasse. Só indo lá para sentir isso. O acesso do ladeirão é horrível (piorou no local onde não colocaram a estrada de pedras – só essa parte melhorou). O governo transformou o lugar em preservação ambiental (as barracas que existiam nessa área não ficam lá e nada de comida é servido nela), mas parece fazer questão de deixar um trecho ruim, para evitar que muitos carros desçam. Mesmo assim, com cuidado, dá para fazer isso. Alguns preferem parar em cima e encarar a íngreme subida com pista de rally...é essa a impressão de quem chega/sai da praia e promete não voltar por causa disso. Fomos de carro mesmo. Aliás, é impossível ir à PB e não ir lá. Vi vídeos na internet que parecem bem diferentes do que está hoje. Ah, o pessoal de JP nos indicou o restaurante Canyon, mas achamos que deveriam ser caros (pelos preços da praia nem resolvemos tentar – almoçamos em JP mesmo). Nessa praia só bebemos água de coco e garantimos a segurança de nossos pertences, pagando o “kit barraca”. Pode a família inteira deixar tudo e ir par ao mar por horas que tudo está ali ao voltar. Ah, quase esqueço: ao descer da ladeira e pararem o carro, peguem o lado esquerdo que irão para a área preservada, já que, à direita, são as barracas. Se tiver em época de chuva, não vá – vai atolar seu carro...

 

 

  

Época antes de separarem a área para preservação (fotos nossas de 2010).
 


Tabatinga – bem deserta e de acesso chato (mas melhor acesso que o de Coqueirinho), é bonita e vale pelas fotos, se tiver com tempo; senão, pode tirar umas somente e passar para a próxima. Já se tiver com tempo, indicam pousadas para curtir com calma – acho que isso vale mais para quem mora lá. Vimos por cima, já que estava bem deserto, e saímos.

Outras praias – se tiver com tempo, pode visitar outras mais próximas (na ordem decrescente de distância para JP): Carapibus, Jacumã, Praia do Amor e Barra de Gramame (essa quer lembrar um pouco a Praia Bela, mas, por ser mais próxima da cidade – ou é na cidade, não sei – tem menos turista e mais banhistas do estado). Na praia do amor, reza a lenda, é preciso passar por debaixo de uma pedra furada para atrair amor – dizem, mas não passamos por nenhuma dessas, à exceção da Gramame. Não daria tempo....

Fotos de B. Gramame
 

 

 


QUE TAL UM GIRO AGORA PELA CAPITAL JP?



Hospedagem: busque no aluguel por temporada que há incríveis opções.

Nós ficamos aqui!

 

O proprietário Ricardo Gaudência, que mora no apto ao lado,
foi muito atencioso e nos disponibilizou além do necessário.
Indico mesmo, pois foi um ótimo custo benefício e de excelente localização.

Já ficamos em Cabo Branco (pousada) e Tambaú (apto maior e mais requintado),
mas esse foi o que mais aproveitamos (custo x benefício).

Há muitas opções de lazer por perto: a praia, claro, água de coco e tapiocaria...
e...Mangai, empadinhas Barnabé, Mag Shopping, Sorveteria,
perto das feiras de Tambaú em caminhada,
bom para quem quer passear em Manaíra...enfim, vale!

Mas fiquem a vontade, porque a oferta é grande – e há ainda hotéis
e pousadas, claro e a casa de amigos....


Sobre JOÃO PESSOA...

- É a 3ª capital mais antiga do Brasil e se situa no extremo leste da América do Sul, entre RN e PE, estados que têm forte apelo aos turistas? Então, não deixe de visitar o Farol da Praia de Ponto de Seixas para registrar essa posição no mirante. Aproveite e fotografe a Estação Cabo Branco.


 


 


- Conta com a hospitalidade de seu povo, que nos recebe com tanto carinho, que faz questão de detalhar as belezas de sua terra a todos os seus visitantes!

- Em sua orla, 4 praias se juntam para proporcionar o melhor para você: Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa (essa última sem o calçadão). N-a orla de Manaíra, oferece o Mag Shopping, com preços bem acessíveis e uma praça de alimentação boa (vale ir por lá – tem o Real Botequim que é uma graça), e o Manaíra Shopping – pequeno, mas bem maior que o outro, vale uma visita. Fomos ao cinema lá e gostamos – aliás, retornamos!

Manaíra Shopping

Mag Shopping

- Mostra uma segurança em sua principal avenida à beira-mar que não existe mais nas grandes capitais. Aqui minha nostalgia. Parece Fortaleza há uns 25 anos (só que o calçadão é bem menor – deveriam ampliá-lo e proibir os carros estacionarem na avenida). Muito legal para caminhada, tapioca, bate-papo e sorvetes. Há casas ainda na avenida e senhores em suas varandas a contemplar a vida só, ou com amigos e familiares. Ver isso acontecer em uma capital de nosso país é saber que basta curtir isso aqui e deixar o estresse de vez!

Final do Calçadão, em Cabo Branco

- Surpreende a todos com o pontualíssimo Bolero de Ravel, em Jacarezinho, Cabedelo, com lojinhas de artesanato, forró e comilança para visitantes. O Jurandir, no saxofone, é impecável, mas o local carece de mais infraestrutura e preparo. Mesmo assim, vale a pena conhecer pelo diferencial do espetáculo.
 

 

- Tem um Centro Histórico (fotos) com igrejas e casas tombadas pelo IPHAN – ponto positivo para quem valoriza a conservação da história viva do nosso Brasil, a Fortaleza de Santa Catarina e a Igrejas e o Parque Solón de Lucena.

 


 


 


 




 

- Oferece passeios de buggy para as praias e passeios para Areia Vermelha e Picãozinho que, guardadas as devidas proporções para a grande oferta de piscinas em Maceió, vale a pena receber uma atenção, sempre observando a tábua das marés (baixas, claro). Há outras, para o-  outro lado da cidade, como a Praia do Poço (fotos abaixo..fica em Cabedelo, na verdade) - já destaquei, no in´cio desta postagem, dicas e fotos do litoral sul (há praias no litoral norte, mas são um pouco menos visitadas. Quem for para o litoral norte acaba indo para Pipa e Natal. Ruim, não? hahaha....)

 

- Encanta a todos com seu algodão naturalmente “colorido” disponível em roupas, redes, colchas, almofadas, tapetes, jogos americanos e bem mais. E como as demais cidades do nordeste, tem também rendas, madeiras trabalhadas e um Mercado de Artesanato arejado e limpo. Há ainda um Centro de Artesanato pequeno, próximo ao Hotel Tambaú.

  

Enfim, é um local para quem quer se lembrar de como a vida
 pode ser simples, alegre e pacata é incrível!
Você tem descanso e paraíso, com boa dose de carinho dos “pessoenses”.
Aproveite, pois isso é só para quem investe na paz de espírito e
se despoja de rótulos de cidade grande. Vale muito a pena!

Sugiro alguns RESTAURANTES em JP

Mangai – achamos que o atendimento piorou (uma água demorou mais que o suco – acho que haviam esquecido da água e de nós mesmos) e a renovação dos pratos que acabavam demorava a acontecer. Mesmo assim, a comida estava saborosa. Oferece muito menos que o de Brasília, com mesas onde bate sol (daria para pôr uma lona ou algo do tipo). O de Natal fica entre os 2, mas bem melhor que o de João Pessoa.

Nau – ambiente bonito, atendimento excelente, mas sentimos que os pratos pareciam um pouco querer se assemelhar aos do Coco Bambu pela coincidência dos pratos e o que continham. O camarão poldina, mesmo farto, servia menos que o camarão internacional  do Coco Bambu) e, para nossa infelicidade, o camarão estava salgado. Um tempero excelente, mas da metade para lá, ficava mais difícil comer com tanto gosto. Mas vale ir lá sim, com certeza! Há muitas opções e o preço é menor que o de Brasília.

Sal e Brasa – Acabou surpreendendo. Compramos um cupom no Peixe Urbano, chegamos às 15h (após as praias). Ambiente ótimo, excelente comida, que se renovava sempre e atendimento muito especial. Não faltou nada nem no rodízio. Parabéns!

Empadinhas Barnabé – tradicionais, deliciosas e a um baixo custo (3,30 reais). Vale mesmo. Gosto mais das salgadas. Quentinha e ainda tem delivery. Se você gosta (e pode) comer empada, não deixe de prová-la!

Há ainda indicações para a Casa do Bacalhau (restaurante português), Croasonho, China Taiwan, diversas torterias, sorveterias (Friberg, Beijo Frio e Chiquinho). Há a Canoa dos Camarões, mas é cara e os pratos são calóricos mesmo. Custo x benefício nem se compararmos aos outros acima, mas sempre tem gente, por causa da localização. Indicaram a peixada do Duda e, na Praia de Bessa, o Golfinhos (mas é simples barraca de praia mesmo – nessa praia não há calçadão). Há ainda muuuuitas opções, mas nem o bolso, nem o tempo nos deixam curtir tudo – fora a saúde – haja comilança se quiséssemos ir a tudo. Ficam essas dicas e vocês poderão nos ajudar com muito mais. 

Afinal, eu mesma tive algumas percepções diferentes ao longo do tempo de estabelecimentos e praias – tudo é mutável e é bom sempre atualizarmos essas informações. Pra isso, sempre contarei com vocês também!

ATÉ BREVE! 

Beijinhos da Sil!!! :-)